Mais de 700 mil casas pertencem a proprietários com mais de 70 anos em Portugal Em Portugal, mais de 700 mil casas pertencem a proprietários com 70 ou mais anos. A venda com usufruto pode permitir transformar parte desse património em rendimento, sem obrigar os proprietários a deixar a sua casa. 12 ago 2026 min de leitura Em Portugal, o património imobiliário pode assumir um papel cada vez mais importante na qualidade de vida da população sénior. Atualmente, cerca de 700 mil habitações pertencem a proprietários com 70 ou mais anos, num país onde 24% da população tem mais de 65 anos. Perante esta realidade, surge uma questão relevante: de que forma pode este património ser transformado em maior conforto e segurança financeira, sem que os proprietários tenham de abandonar a sua casa? Segundo estimativas da Empathia, baseadas em dados públicos sobre habitação e demografia, a população portuguesa com mais de 65 anos poderá representar 33% do total em 2050. Entre as soluções apontadas encontra-se a venda com usufruto, um modelo que permite ao proprietário vender o imóvel, mantendo o direito de continuar a utilizá-lo durante a sua vida. De acordo com a empresa, das cerca de 700 mil habitações pertencentes a pessoas com mais de 70 anos, aproximadamente 200 mil poderão reunir condições para este tipo de operação. Apesar de o usufruto estar previsto no Código Civil português há várias décadas, a sua aplicação em operações imobiliárias entre pessoas sem relações familiares ainda é pouco comum. No entanto, o crescimento da literacia financeira e uma maior atenção ao valor do património imobiliário poderão contribuir para uma utilização mais frequente deste tipo de solução. Para muitos proprietários séniores, transformar parte do valor do seu imóvel em recursos financeiros poderá representar uma oportunidade para complementar os rendimentos, apoiar familiares, fazer face a despesas de saúde ou melhorar as condições de vida, mantendo simultaneamente a sua casa, rotina e independência. A questão deixa, assim, de ser apenas quanto vale um imóvel, passando também por perceber como esse património pode contribuir para uma vida mais confortável e tranquila na terceira idade. Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado