Jovens e casais com menores rendimentos recorrem mais à garantia pública na compra de casa Os jovens e casais com rendimentos mais baixos são quem mais recorre à garantia pública para comprar casa. Estes compradores têm, em média, menores rendimentos e maior taxa de esforço, o que mostra maior dificuldade no acesso ao crédito. 01 abr 2026 min de leitura De acordo com dados do Banco de Portugal, os jovens e casais com rendimentos mais baixos são quem mais tem recorrido à garantia pública para adquirir habitação própria permanente. Cerca de 62% dos créditos com garantia do Estado foram contratados por dois titulares, o que demonstra uma maior necessidade de juntar rendimentos para conseguir acesso ao financiamento. Já entre quem não recorre a este apoio, é mais comum a compra ser feita individualmente. Os dados mostram também que os rendimentos médios são mais baixos entre quem utiliza este mecanismo. Em média, os compradores com garantia pública auferem cerca de 2.071€ mensais, enquanto aqueles que não recorrem a este apoio apresentam rendimentos ligeiramente superiores. Outro ponto relevante é a taxa de esforço, que é mais elevada nos casos com garantia pública. Ou seja, estas famílias estão a comprometer uma maior percentagem do rendimento com o pagamento do crédito habitação. A medida tem tido impacto significativo no acesso à habitação por parte dos mais jovens. A percentagem de compradores até aos 35 anos aumentou de cerca de 40% para 54%, refletindo o papel desta solução no apoio à entrada no mercado imobiliário. Em termos de valores, os empréstimos com garantia pública são, em média, mais elevados (cerca de 207 mil euros) face aos restantes (174 mil euros), o que pode indicar maior necessidade de financiamento por parte destes compradores. Desde a sua implementação, a garantia pública já representa uma fatia relevante do crédito habitação, tendo o montante total disponível sido reforçado pelo Governo, acompanhando a procura crescente. Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado