O Governo está a desenvolver uma nova fase do programa E-Lar, que deverá alargar os apoios às famílias na melhoria da eficiência energética das habitações. A proposta passa pela criação de um sistema de vouchers que permitirá apoiar não só a aquisição de eletrodomésticos de elevada eficiência energética, mas também a instalação de painéis solares e sistemas de armazenamento de energia através de baterias.

De acordo com a informação avançada pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, o objetivo é facilitar o acesso das famílias a soluções que reduzam o consumo energético e promovam uma maior utilização de energias renováveis, contribuindo simultaneamente para a diminuição da fatura da eletricidade e para a descarbonização do setor residencial.

O lançamento deste novo apoio foi adiado devido às limitações orçamentais do Fundo Ambiental, agravadas por despesas extraordinárias relacionadas com fenómenos climáticos e com a atual conjuntura internacional. Ainda assim, o Executivo pretende avançar com o denominado "E-Lar Fotovoltaico" assim que estejam reunidas as condições financeiras.

Paralelamente, está também prevista uma nova fase de incentivos à compra de veículos elétricos. Depois de a primeira dotação de 10 milhões de euros ter sido totalmente esgotada em poucas horas, o Governo prevê disponibilizar mais 10 milhões de euros durante a segunda metade de 2026.

Outra das iniciativas em preparação é o Fundo Social para o Clima, um programa com um orçamento global de 1,6 mil milhões de euros para os próximos quatro anos. Este fundo destina-se sobretudo ao apoio de famílias em situação de maior vulnerabilidade, abrangendo igualmente pequenas e médias empresas em territórios de baixa densidade e projetos ligados à mobilidade sustentável.

Entre as medidas previstas encontram-se também apoios à eficiência energética das habitações, dando continuidade a programas como o Vale Eficiência e ao modelo de vouchers já utilizado no E-Lar.

Nos últimos anos, Portugal registou uma evolução positiva nesta área, reduzindo a taxa de pobreza energética e promovendo a reabilitação de dezenas de milhares de habitações com recurso aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando o compromisso com um parque habitacional mais eficiente e sustentável