Depressão Kristin: Governo apoia reconstrução de casas e agricultura até 10.000€ Após a passagem da depressão Kristin, que provocou algumas mortes e danos no centro do país, o Governo vai apoiar a reconstrução de casas, agricultura e floresta até 10.000€, sem necessidade de documentação. Muitas famílias ainda vivem sem eletricidade, e a situação de calamidade foi prolongada até 8 de fevereiro. 04 fev 2026 min de leitura Após a passagem da depressão Kristin, que provocou algumas mortes, vários feridos e desalojados no centro do país, o Governo anunciou medidas de apoio à reconstrução de habitação, agricultura e floresta. Na segunda-feira, dia 02 de fevereiro, foi realizada uma reunião em Leiria com a Associação dos Industriais da Construção para planear as obras de recuperação de forma organizada. Montenegro destacou que pequenas reparações podem ser feitas imediatamente, muitas vezes apenas com registos fotográficos, evitando danos maiores. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, explicou que serão disponibilizados até 10.000€ por intervenção, sem necessidade de documentação em casos em que não haja seguro, incluindo a dispensa de licenciamento para as obras. O mesmo valor aplica-se a situações relacionadas com a agricultura e a floresta. As intervenções serão acompanhadas por vistorias das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e das câmaras municipais, garantindo que as obras urgentes, especialmente nos telhados e coberturas, sejam realizadas rapidamente. O Governo garantiu ainda que, para casos com seguro, 80% das peritagens serão realizadas nos próximos 15 dias, e que foi decidido aplicar dispensa de licenciamento e controlo prévio a todas as obras de reconstrução, públicas ou privadas, dada a situação excecional. A depressão Kristin entrou pelo distrito de Leiria, causando estragos também em Coimbra e Santarém. Entre os principais danos materiais estão quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas, interrupção de transportes, fecho de escolas e falhas no fornecimento de energia, água e comunicações. O Governo decretou situação de calamidade, prolongada até 8 de fevereiro, para agilizar a resposta às consequências do temporal. Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado