O aumento do custo de vida continua a ter um impacto significativo no orçamento dos jovens portugueses. Entre as várias despesas mensais, a habitação destaca-se como um dos maiores encargos, levando muitos a recorrer a um segundo emprego para conseguirem equilibrar as contas.

De acordo com um estudo recente do Observador Cetelem, cerca de 40% dos jovens entre os 18 e os 35 anos acumulam duas atividades profissionais para fazer face às despesas mensais. Com um rendimento médio de aproximadamente 1.489 euros por mês, muitos consideram que o salário principal já não é suficiente para suportar todos os custos.

No que diz respeito à situação habitacional, o estudo revela que 37% dos jovens vivem em casa própria, sendo que 23% estão a pagar um crédito habitação. Já 26% residem em casas arrendadas, enquanto 30% continuam a viver com familiares.

Os custos associados à habitação representam uma parcela significativa do rendimento mensal. Entre quem paga prestação ao banco ou renda, uma parte considerável destina entre 10% e 30% dos seus rendimentos a este encargo. No entanto, uma percentagem expressiva ultrapassa esse valor, afetando entre 31% e 50% do rendimento mensal apenas para garantir a habitação.

A realidade é ainda mais exigente para quem vive em regime de arrendamento. Quase metade dos jovens arrendatários destina mais de 30% do rendimento ao pagamento da renda, uma proporção ligeiramente superior à registada entre os proprietários com crédito habitação.

Estes dados refletem os desafios que muitos jovens enfrentam atualmente para alcançar estabilidade financeira e independência, evidenciando a crescente pressão que os custos da habitação exercem sobre os seus orçamentos.